08 dezembro 2013

Dose Dupla

Críticas dos filmes "Infectados" e "Crô - O Filme"
Infectados (Stranded)
Sob a direção de Roger Christian, é uma ficção anglo-canadense que custou cerca de R$ 4,4 milhões. Óbvio que um filme de ficção científica com esse orçamento só pode ser um filme ‘B’, mas existem filmes ‘B’ bons. Não é o caso.

A história se passa na Lua. Uma equipe de quatro astronautas fica sem comunicação com a Terra depois que uma chuva de meteoros atinge a base lunar. Coronel Brauchman (Christian Slater) é um comandante sem autoridade que, num momento crucial da trama, decide o destino dos sobreviventes na moedinha... No cara ou coroa.

Embora seja nítida a influência de grandes clássicos como “Alien, O Oitavo Passageiro” de 1979 e “O Enigma de Outro Mundo” de 1982, o diretor Roger Christian não consegue empolgar como seus ídolos Ridley Scott e John Carpenter. Filme fraquíssimo. Suspense que não assusta com uma historinha previsível. Fica uma pergunta: por que todo alienígena dos filmes precisa ser gosmento?

Crô – O Filme
Depois do sucesso indiscutível na televisão, o personagem Crô (Marcelo Serrado) volta a aparecer, mas desta vez na telona. Com direção de Bruno Barreto, a história é boa mas demora a engrenar.

Crô é rico porém sente-se infeliz porque precisa de uma deusa para adorar. Diante disso, conhece a suposta empresária Vanusa (Carolina Ferraz), mas logo percebe que se trata de uma criminosa exploradora de imigrantes bolivianos.

Da metade para o final as risadas são mais frequentes. Carolina Ferraz se esforça bastante para ter um desempenho aceitável. Marcelo Serrado consegue ser bem engraçado em alguns momentos, principalmente quando Alexandre Nero, na pele do motorista Baltazar, está a seu lado na cena. Nero faz tão bem o papel que, sem ele, seria uma comédia sem graça. Outro ponto forte é o final surpreendente.