Efeitos visuais, efeitos sonoros, ação em 3D e atores consagrados. O filme dirigido por Alan Taylor é um bom divertimento para quem curte uma típica superprodução hollywoodiana. Dessa vez o deus Thor luta contra algo mais poderoso que ele, uma força da natureza muito antiga e destrutiva. Assim, é obrigado a pedir ajuda ao seu irmão-inimigo Loki.
A história é simples, característica dos filmes de super-heróis. O bem contra o mal. O australiano Chris Hemsworth (Thor) faz Stallone parecer excelente ator. Natalie Portman (Jane Foster) e Sir Anthony Hopkins (Odin) têm papeis secundários na trama. Uma pena, já que são dois astros de primeira grandeza do cinema. Ela ganhou o prêmio Oscar de melhor atriz em 2011 por “Cisne Negro”. Ele, o de melhor ator de 1991 pelo inesquecível Dr. Hannibal Lecter em “O Silêncio dos Inocentes”.
O grande trunfo desse filme está em Loki, o irmão-problema. Boa atuação de Tom Hiddleston, que consegue divertir o público na pele do filho adotivo do Rei Odin. Os conflitos psicológicos marcaram seu caráter volúvel e o fizeram o deus mais humano de Asgard. Se Thor agita parte do público por apenas alguns segundos, Loki conquista a plateia todas as vezes que aparece na telona.
Enquanto Thor salva o universo, é Loki quem salva o seu filme.
Com relação aos segundos em que Thor agita a plateia, trata-se da cena onde ele aparece sem camisa. O público feminino delira dentro do cinema. Um menino que estava ao meu lado chegou a me perguntar se Thor era Brad Pitt... Coisas da mídia. E só para terminar: não tenha pressa para sair no final do filme.
26 novembro 2013
15 novembro 2013
CRÍTICA DO FILME MEU PASSADO ME CONDENA
Quando alguém escolhe um título de filme cuja frase é de domínio público normalmente escolhe errado. É o que acontece nessa comédia. A propósito, mais uma comédia brasileira.
Dirigido por Julia Rezende, “Meu Passado Me Condena” conta a pequena história de um casal em lua de mel dentro de um navio de luxo que se conheceu poucos dias antes de se casar. O cruzeiro parte do Brasil para a Itália. Nesse intervalo Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) vão se conhecendo melhor, inclusive se deparando com amores antigos ainda não revelados um ao outro.
A história poderia ser muito melhor aproveitada, porém o filme insiste com piadinhas pouco engraçadas e excessivamente centradas no personagem de Fábio Porchat, ator com a imagem já bastante exposta na mídia. Claro que o filme também tem momentos muito bons, mas não são muitos. O casal de picaretas Wilson e Suzana, bem interpretados por Marcelo Valle e Inez Viana, é fundamental para agitar ainda mais essa história, mas também não é tão engraçado assim.
Se casamos com alguém que não conhecemos na adolescência, o seu passado só pode condenar se esse alguém foi ladrão... ou pedófilo... ou político... ou cientista que faz testes em beagles. Não é o caso de Fábio e Miá. Todo o mundo teve um amor antes de ti. E amar não é pecado.
Esteja de bom humor para assistir a esse filme, assim será muito mais fácil sorrir por pelo menos trinta minutos. Está longe das melhores comédias do cinema nacional dos últimos dois ou três anos.
*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com
Dirigido por Julia Rezende, “Meu Passado Me Condena” conta a pequena história de um casal em lua de mel dentro de um navio de luxo que se conheceu poucos dias antes de se casar. O cruzeiro parte do Brasil para a Itália. Nesse intervalo Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) vão se conhecendo melhor, inclusive se deparando com amores antigos ainda não revelados um ao outro.
A história poderia ser muito melhor aproveitada, porém o filme insiste com piadinhas pouco engraçadas e excessivamente centradas no personagem de Fábio Porchat, ator com a imagem já bastante exposta na mídia. Claro que o filme também tem momentos muito bons, mas não são muitos. O casal de picaretas Wilson e Suzana, bem interpretados por Marcelo Valle e Inez Viana, é fundamental para agitar ainda mais essa história, mas também não é tão engraçado assim.
Se casamos com alguém que não conhecemos na adolescência, o seu passado só pode condenar se esse alguém foi ladrão... ou pedófilo... ou político... ou cientista que faz testes em beagles. Não é o caso de Fábio e Miá. Todo o mundo teve um amor antes de ti. E amar não é pecado.
Esteja de bom humor para assistir a esse filme, assim será muito mais fácil sorrir por pelo menos trinta minutos. Está longe das melhores comédias do cinema nacional dos últimos dois ou três anos.
*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com
12 novembro 2013
CRÍTICA DO FILME SERRA PELADA
O garimpo foi o responsável pela última grande migração de pessoas para o norte do nosso país. E o mais importante deles, o garimpo de Serra Pelada, no sul do estado do Pará, é aonde se passa o drama dirigido por Heitor Dhalia. O diretor teve o cuidado de reunir um ótimo elenco, encabeçado por Juliano Cazarré, como Juliano e Júlio Andrade, como Joaquim.
Joaquim é professor no final da década de 70 e, quando sua esposa engravida, se vê incapaz de dar uma boa qualidade de vida a seu futuro filho. Surge aí a ideia de ir para o norte em busca do ouro de Serra Pelada, largamente divulgado na mídia daquela época. Seu amigo, Juliano, é seu companheiro nessa jornada cheia de aventura, traições e discussões éticas por riqueza material.
Matheus Nachtergaele, como Coronel Carvalho e Sophie Charlotte, na pele de Tereza, dão suas contribuições muito competentes ao longa. Wagner Moura, como Lindo Rico, é destaque absoluto. O ator consegue construir tão perfeitamente o personagem que se torna impossível achar alguma semelhança com outros personagens de filmes anteriores em que foi protagonista. E ele fez muitos papeis importantes em produções nacionais e internacionais nos últimos anos: Tropa de Elite I e II, Ó Paí Ó, O Homem do Futuro e Elysium. Só para citar as mais conhecidas.
Dois motivos são suficientes para nos levar a assistir ao filme e um motivo pode afastar tal vontade: o drama mostra com certa fidelidade as relações humanas dentro do garimpo de Serra Pelada, o que nos faz imaginar como era o garimpo em Roraima, mais precisamente na região do Tepequém. Talvez você não tenha vontade de ver porque não é mais uma comédia brasileira. A escolha é sua, mas vale a pena.
O filme é bom.
*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com
Joaquim é professor no final da década de 70 e, quando sua esposa engravida, se vê incapaz de dar uma boa qualidade de vida a seu futuro filho. Surge aí a ideia de ir para o norte em busca do ouro de Serra Pelada, largamente divulgado na mídia daquela época. Seu amigo, Juliano, é seu companheiro nessa jornada cheia de aventura, traições e discussões éticas por riqueza material.
Matheus Nachtergaele, como Coronel Carvalho e Sophie Charlotte, na pele de Tereza, dão suas contribuições muito competentes ao longa. Wagner Moura, como Lindo Rico, é destaque absoluto. O ator consegue construir tão perfeitamente o personagem que se torna impossível achar alguma semelhança com outros personagens de filmes anteriores em que foi protagonista. E ele fez muitos papeis importantes em produções nacionais e internacionais nos últimos anos: Tropa de Elite I e II, Ó Paí Ó, O Homem do Futuro e Elysium. Só para citar as mais conhecidas.
Dois motivos são suficientes para nos levar a assistir ao filme e um motivo pode afastar tal vontade: o drama mostra com certa fidelidade as relações humanas dentro do garimpo de Serra Pelada, o que nos faz imaginar como era o garimpo em Roraima, mais precisamente na região do Tepequém. Talvez você não tenha vontade de ver porque não é mais uma comédia brasileira. A escolha é sua, mas vale a pena.
O filme é bom.
*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com
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