26 novembro 2013

CRÍTICA DO FILME THOR: O MUNDO SOMBRIO

Efeitos visuais, efeitos sonoros, ação em 3D e atores consagrados. O filme dirigido por Alan Taylor é um bom divertimento para quem curte uma típica superprodução hollywoodiana. Dessa vez o deus Thor luta contra algo mais poderoso que ele, uma força da natureza muito antiga e destrutiva. Assim, é obrigado a pedir ajuda ao seu irmão-inimigo Loki.

A história é simples, característica dos filmes de super-heróis. O bem contra o mal. O australiano Chris Hemsworth (Thor) faz Stallone parecer excelente ator. Natalie Portman (Jane Foster) e Sir Anthony Hopkins (Odin) têm papeis secundários na trama. Uma pena, já que são dois astros de primeira grandeza do cinema. Ela ganhou o prêmio Oscar de melhor atriz em 2011 por “Cisne Negro”. Ele, o de melhor ator de 1991 pelo inesquecível Dr. Hannibal Lecter em “O Silêncio dos Inocentes”.

O grande trunfo desse filme está em Loki, o irmão-problema. Boa atuação de Tom Hiddleston, que consegue divertir o público na pele do filho adotivo do Rei Odin. Os conflitos psicológicos marcaram seu caráter volúvel e o fizeram o deus mais humano de Asgard. Se Thor agita parte do público por apenas alguns segundos, Loki conquista a plateia todas as vezes que aparece na telona.
Enquanto Thor salva o universo, é Loki quem salva o seu filme.

Com relação aos segundos em que Thor agita a plateia, trata-se da cena onde ele aparece sem camisa. O público feminino delira dentro do cinema. Um menino que estava ao meu lado chegou a me perguntar se Thor era Brad Pitt... Coisas da mídia. E só para terminar: não tenha pressa para sair no final do filme.

15 novembro 2013

CRÍTICA DO FILME MEU PASSADO ME CONDENA

Quando alguém escolhe um título de filme cuja frase é de domínio público normalmente escolhe errado. É o que acontece nessa comédia. A propósito, mais uma comédia brasileira.

Dirigido por Julia Rezende, “Meu Passado Me Condena” conta a pequena história de um casal em lua de mel dentro de um navio de luxo que se conheceu poucos dias antes de se casar. O cruzeiro parte do Brasil para a Itália. Nesse intervalo Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) vão se conhecendo melhor, inclusive se deparando com amores antigos ainda não revelados um ao outro.

A história poderia ser muito melhor aproveitada, porém o filme insiste com piadinhas pouco engraçadas e excessivamente centradas no personagem de Fábio Porchat, ator com a imagem já bastante exposta na mídia. Claro que o filme também tem momentos muito bons, mas não são muitos. O casal de picaretas Wilson e Suzana, bem interpretados por Marcelo Valle e Inez Viana, é fundamental para agitar ainda mais essa história, mas também não é tão engraçado assim.

Se casamos com alguém que não conhecemos na adolescência, o seu passado só pode condenar se esse alguém foi ladrão... ou pedófilo... ou político... ou cientista que faz testes em beagles. Não é o caso de Fábio e Miá. Todo o mundo teve um amor antes de ti. E amar não é pecado.

Esteja de bom humor para assistir a esse filme, assim será muito mais fácil sorrir por pelo menos trinta minutos. Está longe das melhores comédias do cinema nacional dos últimos dois ou três anos.

*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com

12 novembro 2013

CRÍTICA DO FILME SERRA PELADA

O garimpo foi o responsável pela última grande migração de pessoas para o norte do nosso país. E o mais importante deles, o garimpo de Serra Pelada, no sul do estado do Pará, é aonde se passa o drama dirigido por Heitor Dhalia. O diretor teve o cuidado de reunir um ótimo elenco, encabeçado por Juliano Cazarré, como Juliano e Júlio Andrade, como Joaquim.

Joaquim é professor no final da década de 70 e, quando sua esposa engravida, se vê incapaz de dar uma boa qualidade de vida a seu futuro filho. Surge aí a ideia de ir para o norte em busca do ouro de Serra Pelada, largamente divulgado na mídia daquela época. Seu amigo, Juliano, é seu companheiro nessa jornada cheia de aventura, traições e discussões éticas por riqueza material.

Matheus Nachtergaele, como Coronel Carvalho e Sophie Charlotte, na pele de Tereza, dão suas contribuições muito competentes ao longa. Wagner Moura, como Lindo Rico, é destaque absoluto. O ator consegue construir tão perfeitamente o personagem que se torna impossível achar alguma semelhança com outros personagens de filmes anteriores em que foi protagonista. E ele fez muitos papeis importantes em produções nacionais e internacionais nos últimos anos: Tropa de Elite I e II, Ó Paí Ó, O Homem do Futuro e Elysium. Só para citar as mais conhecidas.

Dois motivos são suficientes para nos levar a assistir ao filme e um motivo pode afastar tal vontade: o drama mostra com certa fidelidade as relações humanas dentro do garimpo de Serra Pelada, o que nos faz imaginar como era o garimpo em Roraima, mais precisamente na região do Tepequém. Talvez você não tenha vontade de ver porque não é mais uma comédia brasileira. A escolha é sua, mas vale a pena.

O filme é bom.

*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com