12 novembro 2013

CRÍTICA DO FILME SERRA PELADA

O garimpo foi o responsável pela última grande migração de pessoas para o norte do nosso país. E o mais importante deles, o garimpo de Serra Pelada, no sul do estado do Pará, é aonde se passa o drama dirigido por Heitor Dhalia. O diretor teve o cuidado de reunir um ótimo elenco, encabeçado por Juliano Cazarré, como Juliano e Júlio Andrade, como Joaquim.

Joaquim é professor no final da década de 70 e, quando sua esposa engravida, se vê incapaz de dar uma boa qualidade de vida a seu futuro filho. Surge aí a ideia de ir para o norte em busca do ouro de Serra Pelada, largamente divulgado na mídia daquela época. Seu amigo, Juliano, é seu companheiro nessa jornada cheia de aventura, traições e discussões éticas por riqueza material.

Matheus Nachtergaele, como Coronel Carvalho e Sophie Charlotte, na pele de Tereza, dão suas contribuições muito competentes ao longa. Wagner Moura, como Lindo Rico, é destaque absoluto. O ator consegue construir tão perfeitamente o personagem que se torna impossível achar alguma semelhança com outros personagens de filmes anteriores em que foi protagonista. E ele fez muitos papeis importantes em produções nacionais e internacionais nos últimos anos: Tropa de Elite I e II, Ó Paí Ó, O Homem do Futuro e Elysium. Só para citar as mais conhecidas.

Dois motivos são suficientes para nos levar a assistir ao filme e um motivo pode afastar tal vontade: o drama mostra com certa fidelidade as relações humanas dentro do garimpo de Serra Pelada, o que nos faz imaginar como era o garimpo em Roraima, mais precisamente na região do Tepequém. Talvez você não tenha vontade de ver porque não é mais uma comédia brasileira. A escolha é sua, mas vale a pena.

O filme é bom.

*Imagem extraída do sítio globofilmes.globo.com

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